Cia. Garatuja de Artes Cênicas
De Enciclopedia do Teatro
A Cia. Garatuja de Artes Cênicas surgiu no ano de 1990, em Rio Branco, no Acre, como Cia. de Teatro Garatuja. Só em 2001 modifica seu nome, devido a uma nova vertente que surgia: a Dança contemporânea. Hoje, trabalha diversas linguagens e modalidades de teatro e dança.
Essa companhia torna-se a maior companhia de teatro e dança do Acre com referências em todo o Estado tanto com teatro quanto com a dança, encenando espetáculos em varias vertentes de pesquisa de linguagem cênica.
A primeira vertente volta-se para o universo infantil com a montagem de "Os Saltimbancos", de Chico Buarque e "História de Lenços e Ventos", de Ilo Krugli, trabalhando o universo lúdico da criança. Monta também montamos “Maroquinha Fru-Fru”, de Maria Clara Machado, "Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove", de Silvia Orthof, e por ultimo "Pó de Nuvem no Sapato", de Vera Frois.
Sem fugir da primeira vertente, mas de forma mais ousada, vai para universo infanto Juvenil com a montagem de "Escovinha Mágica", de Regina Cláudia, um texto totalmente didático e educativo e o "Auto dos 99%", de Oduvaldo Vianna Filho, uma visão crítica do processo político que passava a educação. Ainda seguindo esta vertente vem "500 Anos de Enganos", de Regina Cláudia, na mesma linha didática com visão critica do processo histórico que passava o Brasil ao completar 500 anos. Encena também “Não Existe Imperialismo no Brasil”, de Augusto Boal. Ainda na mesma vertente só que trazendo para a comicidade monta a comédia “Ervilina e o Princês”.
A segunda vertente trata de uma linguagem cênica pouco usada pela maioria dos grupos que é a dança contemporânea, enecendo “Rastros". Com a formação de um novo elenco, o Garatuja também se transforma num grupo de pesquisa sobre paleontologia e antropologia teatral, montando se seguida “Nawaki”, tramitando nos caminhos da música regional com uma pitada de humor.
A terceira vertente trás ao palco o universo do teatro com o drama “Por trás das Luzes”, de Elmar Castelo Branco, e a peça “A Espera de Nana”, de Florentina Esteves.
A quarta Vertente chega com “Chapurys”, teatro épico na floresta com uma linguagem totalmente voltada para o novo conceito de florestania que já trabalha desde 2001 com "Rastros", sendo que até então nos não havía denominado essa nova identidade dos povos da floresta e seu modo de vida esse trabalho resultou em dois prêmios “Chico Mendes de Florestania” o maio prêmio que uma companhia de teatro e dança já recebeu no Estado do Acre e Prêmio Funarte/Petrobras 2005.
Buscando sempre uma dramaturgia própria com pesquisas históricas voltadas para a nossa cultura a Cia. Garatuja de Artes Cênicas monta “Rosa Vermelha”, baseada na tragédia da família Silveira, acontecida na década de 40 na cidade de Rio Branco.
A partir de 2006, resolve investir a fundo no conceito de florestania dando continuidade as pesquisas tanto no teatro quanto na Dança resultado de vários trabalhos como “Histórias de Nossa Terra” e “Águas”, todos tratando do meio ambiente, uma experiência usando as técnicas de manipulação de bonecos de esponja pequenos e grande e atores em cena.
Realiza o maior evento de dança do Estado do Acre, a Mostra Garatuja de Dança, e o Festival de Dança do Aquiry.
Prêmios
- 2005- Funarte Petrobras com Chapurys 2006 - Chico Mendes de Florestania com Chapurys
- 2006- Prêmio Funarte Miriam Muniz de Fomento ao Teatro com Rosa Vermelha
- 2007- Prêmio Funarte de Dança Klauus Vianna com Estágio Modular da Dança
- 2008- Prêmio Funarte de Dança Klauus Vianna com A Saga de Yo Bá
