Cia. Candongas e Outras Firulas

De Enciclopedia do Teatro

O Cia. Candongas e Outras Firulas foi formada, em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1994, dedicando-se a utilizar as artes cênicas como uma forma de expressão da cultura e do imaginário coletivo do homem, valorizando a cultura popular, em especial, a brasileira.

Associa-se à montagem de espetáculos, um trabalho em arte-educação voltado para crianças e adolescentes, utilizando o teatro como forma de construção de cidadania. Seus integrantes desenvolvem trabalhos junto a centros culturais comunitários, comunidades carentes e escolas diversas.

O grupo foi fundado em uma oficina de Iniciação Teatral da qual todos os integrantes participaram. Esta oficina, ministrada pelo ator Wilson Avelar, através da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, teve como resultado a montagem do Espetáculo “Pelos Caminhos de Minas”, de Jota Dângelo.

Desta experiência, em 1995, os integrantes foram convidados para participar do projeto “Usina de Teatro”, no Parque Lagoa do Nado, coordenado pelo diretor Marcos Vogel, com a participação de Ernani Maletta (preparador vocal), Ana Virgínia Guimarães (preparadora corporal), Fernando Muzzi (preparador musical), Felício Alves (cenotécnico) e Marcelo Xavier (aderecista e figurinista). Neste projeto foram montados os espetáculos “Pantagruel”, de François Rabelais, e “O Grande Teatro do Mundo”, de Calderón de La Barca.

Continuando o trabalho com Marcos Vogel, a Cia. Candongas e Outras Firulas, dentro da Usina de Teatro, participa dos espetáculos “Fita Verde no Cabelo – Melim Meloso” (1996), de Guimarães Rosa, e “Hamlet, Exercício nº 1” (1998), adaptação do clássico de Shakespeare.

A partir de 1998, a companhia optou por dedicar-se ao seu próprio trabalho, desvinculando-se da Usina de Teatro. Neste mesmo ano, o grupo define o trabalho com a obra poética do modernista Mário de Andrade, com vias a uma transposição cênica voltada para o teatro de rua. A idéia principal era utilizar a poesia “Lenda do Céu” buscando referências, não só no universo modernista como também na "Divina Comédia", de Dante Alighieri. Dentro desta pesquisa, a companhia realizou, como exercício, um espetáculo baseado em duas poesias de Andrade intitulado “Noturno de Belo Horizonte – Rondó pra Você”, dirigido por Gustavo Bartolozzi, em 1999.

Paralelamente a este projeto, o grupo estruturou a peça “A Saga de José Maria Vona Onda”, com a temática da Segurança no Trabalho para ser apresentada em empresas dos mais diversos tipos.

O artista plástico Marcelo Xavier, que havia conhecido a companhia no projeto Usina de Teatro, convidou o grupo para montar “Mitos – O folclore do Mestre André”, adaptação de seu livro infantil ilustrado. Este espetáculo estreou em outubro de 1999 no museu Abílio Barreto.

Retomando a pesquisa da obra de Mário de Andrade, em 2000, o grupo prepara o espetáculo “Lenda do Céu” realizando apresentações do mesmo em diversas regiões de Belo Horizonte.

De 2002 a 2004, o grupo dedica-se a apresentar os seus espetáculos no interior de Minas Gerais e também a realizar oficinas de iniciação teatral para os mais diversos públicos.

Em 2005, a companhia realiza uma turnê com “Commedias a La Carte” nas cidades de Campinas e São Paulo (SP), Canela e Porto Alegre (RS) através da Caravana Funarte Sudeste.

Em setembro de 2005, estreia o espetáculo “Vona Onda – A Comédia”, dirigido por Octávio Mendes e com texto criado pelos próprios atores durante o processo de montagem.

Em 2007, comemorando 13 anos de trajetória, a Companhia monta “João Boa-Sorte”, espetáculo infanto-juvenil com texto de Marcelo Xavier.

Para homenagear os circos tradicionais brasileiros, a companhia convida, no final de 2007, o autor e diretor teatral Fernando Limoeiro para realizar um espetáculo inédito sobre as manifestações cênicas do picadeiro. Em maio de 2008, estréia o espetáculo “As Grandes Lonas do Céu”, premiado pela Funarte (Governo Federal) através do Prêmio Myriam Muniz.

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