Cia. Arthur-Arnaldo
De Enciclopedia do Teatro
A Cia. Arthur-Arnaldo foi fundada em 1996, em São Paulo, com o objetivo de pesquisar e atualizar os temas sociais e políticos.
A primeira montagem, em 1996, foi a do texto "A Estória do Formiguinho ou Deus Ajuda os Bão", de Arnaldo Jabor, com direção de Marcelo Lazzaratto. Escrito para ser representado no CPC da UNE, conta a história de Formiguinho, favelado carioca impedido de construir uma porta no barraco por causa da burocracia brasileira, saindo em busca de autorização para construí-la e acaba descobrindo as estruturas do poder na América Latina.
A montagem foi concebida como espetáculo de rua, inicialmente apenas para o Projeto Arte nas Ruas da Prefeitura de São Paulo, mas acabou ficando em temporada durante o ano todo, sendo convidada para a Mostra Sesc de Teatro Social de Rua e apresentada também em escolas carentes na periferia de São Paulo, como parte do projeto social do grupo.
Em 1998, a companhia monta "Revolução na América do Sul", de Augusto Boal, direção de Tuna Serzedello, que foi ganhadora do Prêmio Estímulo Flávio Rangel da Funarte. No ano seguinte, é a vez de "Pequena História do Brasil – 500 anos em 50 minutos", texto e direção de Tuna Serzedello, a primeira incursão da Cia. por uma dramaturgia própria, desenvolvida em parceria com a Cia. Falbalá.
Em 2004, o diretor Tuna Serzedello volta a outro texto de Augusto Boal, "O Homem que era uma Fábrica", que nunca fora encenado profissionalmente no Brasil e escrito em 1972.
Em 2009, ao encenar a peça "DNA", o diretor Tuna Serzedello traz pela primeira vez aos palcos paulistas a dramaturgia de Dennis Kelly, um dos mais festejados jovens autores britânicos.
A dramaturgia britânica passa a ser o foco da companhia, que, em seguida, monta o texto "Bate Papo", do irlandês Enda Walsh, e “Cidadania”, de Mark Ravenhill, que passam a figurar como as primeiras incursões do grupo por um teatro jovem.
Em 2011, a Cia. Arthur-Arnaldo volta a se debruçar sobre as redes sociais, e dicute seus usos e efeitos na vida pública e privada em “Feizbuk”, texto de José María Muscari, com direção de Tuna Serzedello.
