C.P.T.A. – Centro de Pesquisa Teatral do Ator
De Enciclopedia do Teatro
O C.P.T.A. – Centro de Pesquisa Teatral do Ator é um centro de estudos, pesquisas e discussão teatral que atua com características agregadas. Desde sua criação, em 2003, tem como propósito fundamental a criação cênica. O eixo principal do trabalho é o formativo e os processos criativos são elementos de constituição e desenvolvimento do senso critico e da formação da identidade do ator.
Histórico
Em 2003, o ator Alexandre Vargas cria o C.P.T.A. - Centro de Pesquisa Teatral do Ator. O principio é aprofundar o conhecimento na arte teatral. Nasce então a pesquisa “Corpo-Memte/Uma Fronteira Móvel”.
Em 2004, o C.P.T.A. – Centro de Pesquisa Teatral do Ator desenvolve, com o Instituto de Artes da Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sesc e com financiamento da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, o projeto “Yoshi Oida em Porto” e traz para o Brasil o ator e diretor Yoshi Oida. Um dos expoentes do trabalho do Centro Internacional de Criações Teatrais, fundado e dirigido por Peter Brook, em Paris. O C.P.T.A. compartilha a presença desse importante nome do teatro internacional, através de atividades de formação: conferência, oficina e lançamento dos livros “Um ator errante” e “O ator invisível”, ambos de Yoshi Oida. O objetivo é a contribuição no processo de construção do C.P.T.A.. Nesse ano o Centro apresenta a performance “Narciso envelheceu”, dentro da 4° Semana de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Nos anos subsequentes, 2005 e 2006, o C.P.T.A., recebe financiamento do Fumproarte, implementa a 1º etapa do Centro de Pesquisa e se estabelece no Hospital Psiquiátrico São Pedro na cidade de Porto Alegre. Durante três dias por semana, no período de doze meses, um grupo de 25 atores, elabora e discuti a ação teatral. Nesse processo resulta o espetáculo “Os Sobreviventes: James Beckett e Samuel Joyce”.
Depois de diferentes etapas, em 2007, o C.P.T.A. passa a integrar a programação cultural do Sesc/RS. Isto é, se instala nas dependências do Sesc de Porto Alegre, pelo período de 2 anos, para realizar suas atividades. Essa cooperação intensifica as atividades de formação em que se destaca a pesquisa e desenvolvimento da linguagem cênica. Na abertura dos trabalhos, o C.P.T.A., homenageia o ator Luis Otávio Burnier, debatendo “A Cena Contemporânea Brasileira” com Luiz Carlos Vasconcelos, Carlos Simioni e Antônio Araújo. Em junho do mesmo ano, propõe a discussão sobre o Teatro de Rua no Brasil e Em Busca de uma Indignidade Perdida, com a presença de Amir Haddad. Em agosto, os integrantes do C.P.T.A. realizam Aula Aberta com orientação do ator Luiz Damasceno, diretor de teatro e professor da EAD – Escola de Arte Dramática e fundador com Gerald Thomas, da Companhia de Ópera Seca.
O Centro, ainda no Ssec, desenvolve em 2008 o projeto A Escada do Desenvolvimento, onde amplia as possibilidades de recepção crítica do espectador e do ator. Um processo de fomento à leitura e à interpretação da obra em construção e da sua contextualização por uma plateia. Esse projeto intensifica a relação entre a produção cênica do C.P.T.A. e o público. Onde uma plateia acompanha o desenvolvimento da criação dos atores e do espetáculo “Aqui o Tempo é Outro”. Nesse ano realiza o debate “A Recepção Teatral”, com a presença de Flávio Desgranges, dramaturgo e diretor teatral, professor do Departamento de Teatro da USP. Os atores do C.P.T.A. participam da oficina de interpretação “A Construção do Diálogo Interno”, orientada pelo ator e diretor Cacá Carvalho. Também nesse ano, o C.P.T.A., é objeto de estudo de pesquisas acadêmicas: Teatro e Autonomia, pela atriz Rita Réus, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação em Educação, Curso de Especialização em Pedagogia da Arte; e Aqui o Tempo é Outro: C.P.T.A. - Centro de Pesquisa Teatral do Ator/ Um Caminho Para a Descoberta do Docente pesquisador “De” e “Em” Teatro, pela atriz Fernanda Possamai Bastos, do Departamento de Arte Dramática do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Em 2009, esse trabalho em permanente transformação retorna ao Hospital Psiquiátrico São Pedro na cidade de Porto Alegre. Desde sua fundação, mais de uma centena de atores participaram do C.P.T.A., no entanto, neste ano, não são abertas inscrições para novos atores. O grupo se fecha para iniciar a criação do “Núcleo Artístico” e de um espetáculo que recebe o nome provisório de “(In)acabada”.
Em 2010, o C.P.T.A. integra o Projeto Usina das Artes, na Usina do Gasômetro, e estreia “(In)acabada”.
