As Mil e Uma Encarnações de Pompeu Loredo
De Enciclopedia do Teatro
"As Mil e uma Encarnações de Pompeu Loredo" estreia no Teatro do BNH, no Rio de Janeiro, em Setembro de 1980. É uma comédia musical escrita por Mauro Rasi e Vicente Pereira e com músicas de Eduardo Dussek e Luiz Carlos Góes. É a partir dessa encenação que o crítico teatral Macksen Luiz cria o rótulo “Besteirol” para definir este estilo de comédia.
Pompeu Loredo é um funcionário público, do Ministério de Educação, que vê seus colegas de trabalho progredindo, enquanto ele continua no mesmo setor, o Mobral e o Projeto Minerva. Frustrado, seu desespero chega ao ponto de levá-lo a tentar o suicídio.
É aí que se inicia a peça. Na plateia, quando as luzes se apagam, a Dra Neme Maluf o interrompe e o convence a se submeter a uma terapia. Munida por uma parafernália de máquinas e auxiliada pelo estranho secretário Liléli, ela acredita que Pompeu estaria “pagando” por algo que aconteceu em suas outras vidas e, por isso, usa a técnica da regressão. Descobre que o seu paciente foi uma falsa deusa no Egito Antigo, um vampiro faminto na Transilvânia e um cardeal corrupto na Itália renascentista. Deste modo, o protagonista vai exorcizando seus demônios interiores e passados.
“As Mil e uma Encarnações de Pompeu Loredo” foi adaptado para a TV, tornando-se o programa que inaugura a série de especiais “Aventura Musical”, exibida pela TV Globo em 1985.
Em 2002, Jorge Fernando dirigiu uma remontagem do texto como o título “Aqui se faz, Aqui se Paga”.
Ficha Técnica
Autores: Mauro Rasi e Vicente Pereira
Direção: Jorge Fernando
Músicas: Eduardo Dussek e Luiz Carlos Góes
Cenografia e Figurinos: Cláudio Tovar
Elenco: Duse Nacaratti, Luis Sérgio de Lima e Silva, Ricardo Blat, Diogo Vilela, Marcus Alvisi, Stella Miranda, Tatiana Issa
