Arlequins

De Enciclopedia do Teatro

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O Arlequins tem sua origem, ligada à passagem do Teatro Núcleo Independente, por Guarulhos, em meados de 70. Isso fortaleceu a continuidade do Grupo Perspectiva de Teatro Amador - um grupo de estudantes secundaristas.


Marotinho (1976), espetáculo de teatro-jornal sobre o despejo de uma favela em Salvador (com entrevistas de moradores e uma forte influência brechtiana), abriu novos horizontes.


A pesquisa sobre forma/conteúdo forneceu a chave para encontrar a ferramenta que oferecesse aos artistas e aos espectadores a possibilidade de perceber os mecanismos de funcionamento da linguagem cênica, junto com o funcionamento da sociedade de uma maneira crítica.


Em 1980, o grupo passa a se chamar Avis Rara, Avis Cara, e a partir de 1986 Arlequins, ambos da Cooperativa Paulista de Teatro.


Espetáculos montados, desde então: Medida por Medida (1986/1996/1999), Casa de Bonecas (1986/1989), O Ar que é do ArcoÍris (1989), Muito Prazer (1991/1992), Depois Daquele Beijo (1992/1993), Certas Palavras (1994/1999), Orfeu Despedaçado (1997/1999), Vem Vento Ventar (1996/2002/2006/2007), Castro Alves Livre (2007/ 2009) e pra Não dizer que Não falei das Flores (2005/ 2006/2007/2008/2009/2010).


O nome Arlequins da mesma forma que o célebre personagem tem o seu figurino constituído por uma junção de remendos coloridos, também o grupo busca uma expressão cênica híbrida, uma composição de estilos de interpretação e encenação: realismo, naturalismo, teatro do absurdo, commedia dell’arte, metalinguagem, teatro de rua, clown, teatro épico – sempre ditados pela necessidade da comunicação do conteúdo pretendido sem descaracterizar a poética buscada pelo Arlequins.


Orfeu Despedaçado

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- Este espetáculo recebeu premiação na categoria Melhor Atriz, Ana Maria Quintal, no II Festival Nacional de Teatro de Guarulhos, em 1.999.


pra Não dizer que Não falei das Flores

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- Espetáculo Convidado na "III Mostra de Referências Teatrais de Suzano", que aconteceu de 16 de Setembro a 07 de Outubro de 2007.

- Espetáculo Convidado no "XIII Festival de Teatro de La Habana" - Cuba, que aconteceu de 03 de Outubro a 08 de Novembro de 2009.

- Apresentações em Caracas/Venezuela, em Novembro de 2009.


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Atualmente Arlequins está trabalhando no "Projeto Geração AI-5 - Os Filhos da Dita"


O Projeto


Geração AI-5 - Os Filhos da Dita é o nome do novo projeto do grupo de teatro Arlequins - e talvez o nome da peça que resultará dessa pesquisa. O início do projeto Geração AI-5 - Os Filhos da Dita vem de longa data... Começou a ser gestado em 2006, resultado em parte de anseios de nosso público por saber mais sobre esse período obscuro de nossa história recente (Ditadura Militar brasileira que durou 21 anos! de 1964 a 1985) e vontade nossa de colocar o dedo nessa ferida... Da relação próxima que o Arlequins sempre teve com estudantes - seja fazendo espetáculos nas escolas ou convidando grupos de escolas para irem a teatros tradicionais - notamos o quanto os mais jovens mostram-se interessados por mais dados deste nosso passado tão recente, e ao mesmo tempo tão deixado de lado... Decidimos nos debruçar nessa temática.


"Quando lerem seus papéis

Pesquisando, dispostos às descobertas

(às contradições, inversões e surpresas)

Procurem o Velho e o Novo pois nosso tempo

E o tempo de nossos filhos

É o tempo das lutas do Novo com o Velho"

Bertolt Brecht


Geração AI-5 - Os Filhos da Dita vem da necessidade identificada em debates, palestras, conversas e leituras realizadas durante o processo de trabalho e temporada do último espetáculo do Arlequins, pra Não dizer que Não falei das Flores, em cartaz desde 2005, de procurar desvendar as mazelas da ditadura, com um olhar contemporâneo sobre o golpe militar de 1964: narrar a situação político/social de nosso país no período que antecedeu o golpe, o ambiente político no qual foi gestado, as circunstâncias como foi imposto e as conseqüências que ainda são sofridas nos dias de hoje.


Os acontecimentos da época mostram uma convulsão sociopolítica que mudou parâmetros no mundo. No Brasil, mesmo sob o ato institucional nº5 – o AI 5 - significou também um momento especial de confrontação e de transformação dos costumes e tradições que, muitos anos mais tarde, resultou na “derrota” da ditadura militar. 1968 foi o ano de grandes “revoluções” nas artes (teatro, música, literatura, cinema), nas universidades, nas organizações dos trabalhadores o que, de alguma maneira, deixou claro para os militares que a sociedade ainda estava viva, mesmo vivendo sob a pressão das prisões e torturas. Enfrentar os canhões, contestar o Vietnam e o Imperialismo Norte-Americano, patrocinador das ditaduras militares latino-americanas, as lutas pelos direitos elementares das mulheres, negros e homossexuais são momentos que colocaram para a sociedade e os cidadãos questões que não puderam mais ser ignoradas. E muitas delas, passado 40 anos, ainda incomodam e provocam reações como as do tipo tentar desqualificar esses movimentos e seus desdobramentos.


Revelar este período e permitir ao “indivíduo” sentir que é real o preceito de que é o Homem que constrói a sua história, e não fortalecer a afirmação que a História acabou e que vivemos no melhor dos mundos possíveis é nosso objetivo.


Os Filhos da Dita com estreia prevista para Abril/2011 conta com a participação de:


Ana Maria Quintal - atriz

Camila Scudeler - atriz

Danielle Agostinho - equipe técnica

Edson Frank - fotógrafo, artista gráfico e web design

Marisa Quintal - fotógrafa e artista gráfica

Sérgio Santiago - diretor


Esse projeto foi aprovado pelo Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, Pronac nº 08 7044.


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http://www.arlequins.ato.br


http://geracaoai5.blogspot.com

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