Amor Que (Não) Ousa Dizer Seu Nome

De Enciclopedia do Teatro

A peça "Amor Que (Não) Ousa Dizer Seu Nome", de Marcelo Braga, com direção de Milton Morales Filho, retrata passagens de dois episódios, separados por quase um século, mas interrelacionados pela questão da homossexualidade e do preconceito.

O primeiro trata do julgamento e condenação do escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde por seu comportamento “inadequado” aos padrões sociais do final do século XIX. O outro episódio se refere à história do Maníaco do Trianon (garoto de programa acusado pela morte de 13 homossexuais em São Paulo, nos anos 80 do século XX), cujo caso foi tratado com certa superficialidade pela polícia, imprensa e principalmente pelos familiares, amigos e colegas de trabalho das vítimas.

Em cena, dois atores (Marcelo Braga e Alexandre Cruz) pesquisam sobre homofobia, imersos nos processos das 13 acusações de assassinato contra o Maníaco do Trianon e no processo que levou Oscar Wilde a dois anos de cárcere (são várias cartas escritas por ele, bem como registros de seu julgamento e condenação). Um foi julgado por ser homossexual e o outro por assassinar homossexuais. É na interseção destes dois fatos que a peça se desenrola.

A encenação propõe que as questões abordadas seja revistas e, quem sabe, compreendidas. “Mesmo que a montagem busque a possibilidade de traçar um panorama histórico acerca da questão, não há ilusões em acreditar que um espetáculo daria conta de abarcar todo o tema”. Conclui Marcelo Braga.

Ficha técnica

  • Supervisão dramatúrgica: José Eduardo Vendramini
  • Cenário: Marcela Donato
  • Figurino: Léo Diniz
  • Iluminação: Aline Santini
  • Trilha: Milton Morales Filho
  • Preparação Corporal: Cristina Ávila
  • Palestrante: Sérgio Luís Carrara

Serviço

  • Estreia: Dia 2 de abril de 2011
  • Estação Caneca - Espaço Cultural Trilhas da Arte (Rua Frei Caneca, 384), São Paulo/SP
  • Temporada: sábados (21 horas) e domingos (20 horas) - Até 28/05/11
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