Alta Sociedade

De Enciclopedia do Teatro


Alta Sociedade é uma comédia teatral de Miguel M. Abrahão escrita em 1978 e encenada pela primeira vez no mesmo ano, no Brasil. Está, atualmente, publicada em livro individual e em coletânea de Obras Completas do autor pela Ed. Agbook. Originalmente, fora publicado em 1982 pela Editora Shekinah.

Tabela de conteúdo

Sinopse

Jandira Prates Gouveia de Morais é uma rica senhora de 87 anos, que, no inverno da vida, mantém um caso amoroso com o almofadinha Lulu, rapaz de 22, e não mede esforços para satisfazer-lhe todos os caprichos, principalmente no que diz respeito a construir um memorial para o falecido guru do jovem. Contudo, o retorno da filha Jussara Lílian e da neta, Lílian Jussara, que, por sua iniciativa e por serem contrárias a essa relação peculiar, foram internadas em um sanatório, fará desencadear uma guerra familiar, acabando por envolver o mordomo Alfred, o estilista Rangel e advogados trigêmeos, numa trama hilária e bem urdida.

Personagens

  • Jandira Prates Gouveia de Morais: Rica senhora de 87 anos.
  • Alfred: Mordomo da família, 67 anos.
  • Jussara Lilian: Filha de Jandira.
  • Lilian Jussara: Neta de Jandira.
  • Lulu: Amante de Jandira.
  • Rangel: Estilista.
  • Julião, Júlio e Julinho: Trigêmeos; advogados, respectivamente, de Jussara 'Lílian e Jandira, e perito forense.

Histórico da Obra

O espetáculo Alta Sociedade, estreou no Teatro do TUCA, com 2 hr e 10 min. de duração, em 14 de junho de 1978, com direção de Luis Gallon, produção da Companhia de Comédia Independente, trazendo em seu elenco original Yolanda Cardoso, Carvalhinho, Telma Abdalla, Mário Muniz, Rosana Rigollo, Júlio Damico e Luis Vasconcellos.

O texto, assinado por Miguel sob o pseudônimo de Ruy Ricardo Flerte, foi o primeiro do autor a passar incólume pelo crivo da Censura Federal. Apesar do humor negro que permeia a história, a obra é marcada por sutilezas de ideias e críticas implícitas à corrupção política durante o regime militar. Curioso observar que o mote da história lembra, e muito, o caso real e atual que envolve uma idosa proprietária de uma empresa francesa de cosméticos que, por ter uma relação com um homem bem mais novo do que ela, sofre oposição ferrenha da filha e da neta. É, por assim dizer, uma obra quase que premonitória! Apesar da tentativa de escrever um texto marcado pelo humor, o autor o permeia com grandes momentos de reflexão filosófica, tendo como ponto alto a célebre frase da personagem Lílian Jussara: O mundo é um mundo de fantoches. E os fantoches, em conjunto com a liberdade de sonhar acordado, ajudarão a reconciliar os servos com a vassalagem, que é o seu destino! O destino é imutável e os vivos, um erro da lógica...!

Bibliografia

  • COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras, 2001: 2v.
  • SOUSA, José Galante, Enciclopédia de literatura brasileira - Fundação de Assistência ao Estudante, 1990 - 1379 páginas
  • Arquivo Nacional - Divisão de Censura de Diversões Públicas
  • Arquivo de Jornais do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
  • Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - SBAT
  • Editora Shekinah- Notas introdutórias para a 1ª edição de 1982
  • Editora Agbook

Link Externo

  • O PENSADOR [1]
  • WIKIPÉDIA [2]
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