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Teatro

Meninos Também Amam

Cena do espetáculo ‘Meninos Também Amanhã’. Foto: Divulgação.

O espetáculo “Meninos Também Amam”, da Cia. Inacabada, completa 5 anos de criação com uma temporada especial nos dias 18 e 19 de dezembro, na SP Escola de Teatro. A peça tem direção e dramaturgia cênica de Rafael Guerche e discute questões ligadas ao homoerotismo e à homofobia. As sessões começam sempre às 20h30 e os ingressos são vendidos no formato pague quanto puder.

Na montagem, atores homossexuais que vivenciam diariamente essa violência social, compartilham em cena por meio do teatro e dança, suas vivências quanto ás agressões vividas e convidam o espectador a olhar para uma realidade omitida pelos meios de comunicação, mas presente diariamente em uma cidade como São Paulo, onde todos os dias acontecem ataques a homossexuais.

Ficha técnica
Criação e produção: A Inacabada Cia. | Encenação e dramaturgia: Rafael Guerche | Performers: Rafael Guerche, Wesley Matos, Roger Silper, Matheus Mascarenhas, Rodrigo Cândido, Victor Gomes Rosa, Ricardo Yuri, Rodrigo Cândido e Pedro França | Colaborador e operação de som: Jonas Mendes | Iluminação: Guilherme Soares | Colaborador e operação na projeção de imagens: Wellington Luz

Rés

‘Rés’, da Corpórea Companhia de Corpos, discute o encarceramento de mulheres negras no Brasil. Foto: Gal Opido/Divulgação

O encarceramento de mulheres negras no Brasil é tema do espetáculo “Rés”, da Corpórea Companhia de Corpos, que faz única apresentação na SP Escola de Teatro, em 28 de novembro, às 21h. O trabalho propõe uma reflexão sobre a violência física e psicológica à qual essas presas estão submetidas.

Dirigida por Verônica Santos, “Rés” é a primeira parte de uma trilogia que investiga o lugar do corpo negro cotidiano nas artes cênicas. Nesta etapa, o grupo se propõe a um diálogo com a dança – e na sequência haverá uma montagem em teatro e uma terceira erguida a partir de movimentos performativos sobre a memória do corpo e sua máscara, a pele.

Embora o título do espetáculo sugira uma associação direta à cadeia, a obra amplifica o olhar sobre a condição de prisão, em denúncia daquilo que um corpo negro feminino sente ao ser encarcerado. Não existem presidiárias em cena, mas corpos expostos à situação que representem os diversos tipos de encarceramento.

A apresentação de “Rés” na SP Escola de Teatro faz parte do evento Novembro Negro, criado pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), que durante o período de 9 a 30/11, com o tema “Feminismo Negro e Política Criminal”. A programação inclui ainda cinco debates e a exibição de um filme, cujas abordagens estão ligadas às questões de raça, gênero, classe, espaço e território. Para mais informações sobre o Novembro Negro, acessar: www.ibccrim.org.br.

 

Ficha técnica
Concepção e direção: Verônica Santos | Intérpretes criadores: Débora Marçal, Malu Avelar e Verônica Santos | Direção musical: Melvin Santhana | Trilha sonora: Melvin Santhana e Manassés Nóbrega | Preparação de corpo cênico: William Simplício | Provocadores: Dina Alves e William Simplício | Iluminação: Danielle Meireles | Figurino: Débora Marçal e Wellington Adélia | Fotógrafo: Gal Oppido | Vídeo performance: Noelia Nájera | Produção executiva: UTPA



Nossa programação também está no SP Estado da Cultura, ferramenta disponibilizada pelo Governo do Estado de São Paulo com os eventos de todos os equipamentos culturais do estado.

Agenda Seta Seta

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